Eu venho da roça, não nego,
Sou brejeiro; sei plantar milho e feijão.
Nas mãos, trago os calos da enxada,
E meus pés caminham firmes para o tabuleiro.
O suor do meu rosto esconde as lágrimas,
Ambos rolam na face que cansou de esperar
A chuva que insiste em não vir.
Por aqui os ipês floridos desabrocham cedo.
A cabana escondida fica lá no alto da serra
Ali abrigo os sonhos, meus medos e meu sorriso de menino.
Da janela eu vejo o sol e a brisa toca a minha tenra pele,
O mar eu sequer posso ver, mas para que o mar se amar é dom mais profundo?
Vejo-me menino nas ruas de outrora,
Ruas que os meus pés já não pisam mais,
E que meu coração não resiste visitar em tempo de nostalgia.
Sou menino de ontem num corpo de agora: doce alegria.
Sou brejeiro; sei plantar milho e feijão.
Nas mãos, trago os calos da enxada,
E meus pés caminham firmes para o tabuleiro.
O suor do meu rosto esconde as lágrimas,
Ambos rolam na face que cansou de esperar
A chuva que insiste em não vir.
Por aqui os ipês floridos desabrocham cedo.
A cabana escondida fica lá no alto da serra
Ali abrigo os sonhos, meus medos e meu sorriso de menino.
Da janela eu vejo o sol e a brisa toca a minha tenra pele,
O mar eu sequer posso ver, mas para que o mar se amar é dom mais profundo?
Vejo-me menino nas ruas de outrora,
Ruas que os meus pés já não pisam mais,
E que meu coração não resiste visitar em tempo de nostalgia.
Sou menino de ontem num corpo de agora: doce alegria.





