
segunda-feira, 31 de maio de 2010
METÁFORAS

quarta-feira, 26 de maio de 2010
Pontes

Direção

terça-feira, 25 de maio de 2010
Exuberância

Inquietação

quinta-feira, 20 de maio de 2010
NUNCA MAIS

Essas palavras dão uma idéia de distância e de perda.
Tipo quando o olhar se perde no horizonte ante as telas irrepetíveis do céu.
Nunca mais aquele desenho de nuvens voltará.
Nunca mais o frio sobre a pele higida em invernos violetas.
Nunca mais dá idéia de adeus,
Partida de quem fez história na vida de quem escreveu sonhos.
Palpitou poesias,
Respirou aromas de pétalas secas em páginas de velhos livros.
Nunca mais é aborto de estrada que leva para o mundo dos desejos.
Sim, nunca mais eu vou,
Nunca mais eu digo,
Nunca mais eu,
Nunca,
Mas!
E o que fazer se as crianças crescem inopinadas?
O que dizer se envelhecemos e se em breve o mundo só será saudade?
Na morte não há sonhos, mas nunca mais há dores,
Não há angústia, mas nunca mais haverá flores.
Nunca mais a poesia,
Nunca mais as preces,
Nunca mais a espera.
Não sei o que acontece comigo, mas não gosto dessa expressão.
Parece não me soar bem, contudo, enquanto eu divago entre o útero e a sepultura,
Nunca mais deixarei que o meu coração perca a alegria de viver.
Viver é bom e na vida nunca mais eu direi: nunca mais!
vou ficando por aqui entre a esperança e os até breve!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Sinfonias Em Mim
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Minhas esperanças vicejaram no amanhecer de mim mesmo.
Meu ser temporal sente o frio da vida que me rodeia bela em flor.
Alguma coisa em mim anuncia dias primaveris,
Enquanto Ravel faz-me perceber a vida ao som de seu Bolero encantador.
Transcendo a minha dor à Nona Sinfonia de Beethoven que me desperta a saudade,
No despertar da lua prateada, Serenata no céu do desejo, serena o meu olhar.
A refrega de dias tórridos, agrestes, ainda me ameaça o sossego.
Desejo a noite e dela a canção.
Absorvo as estrelas,
Viajo em cometas que cometam em mim a travessia de mim mesmo.
Asteróides ligeiros num olhar pueril.
Anelo a poesia feita verso em canções de ninar.
Sou menino que tem sede de vida, das vias e das alegrias.
Preciso brotar para mim mesmo neste chão de céu de anil.
Conheço um homem que do amor se fez refém e em silêncio cala o mundo.
Enquanto calado pare recordações e nestas abre as janelas da alma.
Conheço um menino que ama o mundo enquanto absorve o vento.
Conheço um menino que desconhece um homem que o ama eternamente.