quarta-feira, 18 de março de 2009

Porto da Barra



O mar estava azul e meus olhos marejavam a ternura do céu,
Pequenos barcos flutuando nas águas coloriam a tela de um branco amor,
Sombreiros multicores faziam a beleza ganhar tom e magia,
A areia da praia dava aos pés um conforto como o da eternidade,
Enquanto a alma grávida do sol dilatava ao vento seu afeto.

O Porto da Barra é como canto de taberna onde os homens aninham os sonhos,
O cais envelhecido pelo tempo, pedras lavradas pela face do oceano que teima,
Em inscrever suas marcas em suas paredes corroídas,
O brilho límpido do reflexo do sol na face das águas
Dá ao mar a vida que semeia desejos, aos olhos dos que velejam no tempo.

As pessoas deslizam nas horas,
Uma doce voz se ouve ao longe cantar canções Do Venturini,
A pele súplice sente o rigor do sol que morena e embeleza o dia,
E a alma sente o perfume que o mar insiste em trazer de outros mares,
Marés de ontem, de dias ternos de uma infância longínqua.

Vi minhas pequenas correndo na areia enquanto eu adejava na minha própria infância,
Sonhos de outras areias deixadas para trás,
Elas corriam, mas quem voava era eu,
Ali entre o céu e o mar no porto da minha saudade.

Um comentário:

cristina disse...

Perfeita!!!!!!!!!!!!!!!!!!
linda demais!!!!!!!!!!!!!!!!!
bjo