terça-feira, 19 de maio de 2009

Qaundo A Palavra Sangra




A palavra sangra quando o amor não amanhece,
quando rajadas de vento anunciam o inverno

da incompreensão,
ali, no lugar onde a névoa da malícia desfaz o abraço,

de braços afeitos;
afetos refeitos no outono de outrora,


desfeitos no frio do agora,

quando o cicio das horas


silencia o mar,


dasafia a canção da esperança,


e faz nascer o fio do medo

no solo do frágil inocente.

A palavra sangra quando o amor é apenas

lembrança dos atos dos desprezíveis,

e os olhos marejam silentes

a dor da aguda espada que traspassa a alma

ante o silêncio dos justos.

Um comentário:

Anônimo disse...

simplesmente amo esse poema