sexta-feira, 28 de novembro de 2008

O Vento - Inverno de 2008


"O vento soprou nas pedras das minhas lembranças,


ali de onde as gretas do passado semeiam restolhos de sonhos,


onde nascem pequenas flores que os olhos não viram nem o coração dos piratas perceberam seu tom e suavidade.




O vento soprou nas pedras das minhas saudades,


o pó arremessado pelo vento que deitava raízes,


na sombra do meu olhar desenhou no chão o teu nome,


ai eu percebi que o tempo se fez verso,


que o mundo se tornou palco dos desejos infantis,


melodias cantadas no colo de mães sonhadoras;


sim, meu ser em pedaços desejou cercar-te de abraços,


mas, a nota que entoa a canção, é prosa de Drummond, Djavan e Pessoa.



O vento soprou seu hálito, marejado dos sabores de vinhos de velhas adegas;


sim, o vento soprou carinho, amizade, e, rindo a toa se foi, e, enquanto ia,


me trazia na tela da imaginação seres especiais, pessoas amigas, várias vozes; melodias das aves de outonos.




O vento me trouxe seus nomes,


porém, quando se foi, sua doce voz ficou retumbando no meu peito,


e ai, eu me dei conta de como foi especial,


sim, ainda trago comigo a lembrança de dias infinitamente especiais".

enviar recado cancelar

Nenhum comentário: